Legislator Giurisprudenza & Legislazione
634/25 Generato dall'IA

Portuguese Constitutional Court dismisses appeal for failure to pay fine and miss filing deadline.

Numero d'incarto 634/25
Autorità giudiziaria
Giurisdizione Portogallo (PT)
Esito del giudizio Respinto (Dismissed)

Sintesi Legislator

Generato dall'IA

The Constitutional Court dismissed the appellant's claim against the reporter's decision to extinguish the proceedings due to abandonment. The appellant argued that the court's secretariat caused the delay by failing to attach payment forms, yet the court found no legal basis for excusing the failure to pay the required fine. Consequently, the court ruled that the procedural defect was irreparable and the appeal was deserted.

Regesto Legislator

Generato dall'IA

Art. 79.º LTC; Art. 139.º, n.º 5, alínea c), CPC: Failure to pay the fine for late filing constitutes abandonment of the appeal, precluding any third opportunity to cure the defect.

Parole chiave

Generato dall'IA
abandonment of appeal failure to pay fine procedural defect extinction of instance justified impediment sospensione della riscossione fiscale dichiarazione fiscale tardiva dilazione di pagamento

Disposizioni normative citate

Generato dall'IA
Art. 79.º LTC
Art. 139.º, n.º 5, alínea c), CPC
Art. 84.º, n.º 4 LTC
Art. 7.º Decreto-Lei n.º 303/98
Art. 9.º, n.º 1 Decreto-Lei n.º 303/98

Giurisprudenza citata

Generato dall'IA
C. LOPES DO REGO, Os Recursos de Fiscalização Concreta na Lei e na Jurisprudência do Tribunal Constitucional, Almedina, 2011, p. 264
LOPES DO REGO, Os Recursos de Fiscalização Concreta na Lei e na Jurisprudência do Tribunal Constitucional, Almedina, 2011, p. 264).
Generato dall'IA

Ti chiedi come si applica questa sentenza alla tua fattispecie?

Analizza questa decisione insieme alla legislazione federale e cantonale, ai commentari e alla giurisprudenza successiva in Legislator AI.

Apri in Legislator →

Testo completo

ACÓRDÃO Nº 1026/2025

Processo n.º 634/25

2.ª Secção

Relator: Conselheiro António José da Ascensão Ramos

*

Acordam, em Conferência, na 2.ª Secção do Tribunal Constitucional

I. Relatório

1. A., SA (A., SA) veio reclamar do despacho do relator que declarou extinta a instância com fundamento em deserção, por a recorrente não ter satisfeito a multa que convalidaria o vício de extemporaneidade das alegações que apresentou, depois de notificada nos termos e para os efeitos do artigo 79.º da Lei n.º 28/82 de 15 de novembro (Lei da Organização, Funcionamento e Processo do Tribunal Constitucional, adiante designada por LTC).

Alega a reclamante que, por um lado, o lapso que conduziu a que não satisfizesse a multa em causa teve origem na secretaria do Tribunal Constitucional e, por outro, que não existe base legal para entender o recurso deserto nos termos determinados na decisão reclamada.

Notificada para o efeito, a recorrida Autoridade Tributária não respondeu.

Cumpre apreciar e decidir.

*

II. Fundamentação

2. Não é controverso, in casu, que a recorrente apresentou as alegações de recurso a que se reporta o artigo 79.º da LTC no 3.º dia subsequente ao termo do prazo e que, notificada pela secretaria para efetuar o pagamento da multa ao abrigo do artigo 139.º, n.º 5, alínea c), do CPC (aplicável ex vi artigo 69.º da LTC) tendo em vista convalidar o vício, não o satisfez.

A recorrente entende-se, porém, irresponsável pelo não-pagamento oportuno da multa porque, quando foi notificada para o efeito, a secretaria incorreu no equívoco de não anexar as competentes guias. Depois de alertada a secretaria pelo mandatário da reclamante para este facto, os serviços realizaram nova notificação, agora anexando as competentes guias, que, porém, não foram pagas. O mandatário diz que a sucessão de comunicações o confundiu, daí decorrendo o incumprimento da multa devida, mas, como é evidente, o lapso inicial da secretaria de modo nenhum seria apto a levá-lo a omitir o depósito devido e não tem por virtude desresponsabilizá-lo pela prática de atos subsequentes legalmente impostos. Nada do exposto, enfim, permite reconduzir a situação colocada à noção de justo impedimento que permitisse relevar a falta verificada.

Por outro lado, a falta de apresentação de alegações em prazo desprovê a instância de recurso de fiscalização concreta de objeto, desobrigando o Tribunal Constitucional de apreciar a temática de recurso e impondo, por necessária deriva, a extinção da instância (v. C. LOPES DO REGO, Os Recursos de Fiscalização Concreta na Lei e na Jurisprudência do Tribunal Constitucional, Almedina, 2011, p. 264). A situação colocada é análoga à prevista no artigo 75.º, n.º 7, da LTC, no contexto do requerimento de interposição: confrontado o Tribunal com a insistência do recorrente na omissão da prática de um ato devido, arvorando-se já um vício já impassível de supressão por esgotamento dos mecanismos legais destinados a resgatar a validade da instância, esta deve entender-se deserta.

A tese da reclamante, que pretenderia lhe fosse oferecida uma terceira oportunidade para conferir regularidade à instância (depois de ter fracassado no cumprimento do prazo para alegações e do prazo para convalidar o vício pelo pagamento da multa) encontra-se absolutamente desprovida de base legal, descaracteriza a noção de ónus de processo e, por tudo, não merece procedência.

Improcede, porque desprovida de fundamento, pois, a reclamação apresentada.

3. Perante o decaimento que se observa in casu, a reclamante é responsável pelo pagamento de custas nos termos do artigo 84.º, n.º 4, 2.ª parte, da LTC. Ponderados os critérios referidos no artigo 9.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 303/98, de 7 de outubro, a prática do Tribunal em casos semelhantes e a moldura abstrata aplicável prevista no artigo 7.º do mesmo diploma, afigura-se adequado e proporcional fixar a taxa de justiça em 15 unidades de conta.

*

III. Decisão

Nestes termos e com estes fundamentos, indefere-se a reclamação apresentada A., SA.

*

Custas pela reclamante, cuja taxa de justiça, ponderados os critérios aplicáveis, se fixa em 15 UC (artigo 84.º, n.º 4 da LTC e artigos 7.º e 9.º do Decreto-Lei n.º 303/98 de 07 de outubro).

Lisboa, 5 de novembro de 2025 - António José da Ascensão Ramos

O relator, António José da Ascensão Ramos, que participou na sessão por meios telemáticos, atesta o voto de conformidade ao presente acórdão da Senhora Conselheira Mariana Canotilho e do Senhor Conselheiro Vice-Presidente João Carlos Loureiro.

António José da Ascensão Ramos