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882/2024 Generato dall'IA

Portuguese Constitutional Court dismisses challenge to mandatory full prison term execution upon probation revocation.

Numero d'incarto 882/2024
Autorità giudiziaria
Giurisdizione Portogallo (PT)
Esito del giudizio Respinto (Dismissed)

Sintesi Legislator

Generato dall'IA

The Constitutional Court of Portugal rejected a mandatory appeal challenging the constitutionality of Article 63(4) of the Penal Code. The Ministry of Public Prosecution argued that requiring full execution of a suspended sentence upon revocation violates constitutional principles, citing conflicting precedents. The Court upheld the existing ruling, affirming that the legislature may mandate full execution of the remaining prison term when probation is revoked due to new crimes.

Regesto Legislator

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Art. 63(4) CP; Art. 70(1)(g) LTC: The legislature may establish that a convicted person must serve the full remainder of a suspended sentence if probation is revoked due to a new crime, without violating constitutional guarantees.

Parole chiave

Generato dall'IA
probation revocation mandatory prison execution constitutional challenge successive penalties Portuguese Penal Code Constitutional Court legislative discretion revoca della liberazione condizionale

Disposizioni normative citate

Generato dall'IA
Art. 63(4) CP
Art. 70(1)(g) LTC
artigo 63.º do Código Penal
artigo 63.º do CP

Giurisprudenza citata

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Testo completo

ACÓRDÃO Nº 878/2025

Processo n.º 882/2024

Plenário

Relator: Conselheiro José Eduardo Figueiredo Dias

Acordam, em Plenário, no Tribunal Constitucional

I. Relatório

1. Nos presentes autos, vindos do Tribunal de Execução das Penas de Coimbra, em que é recorrente o Ministério Público e recorrido A., o recorrente interpôs recurso para o Tribunal Constitucional, ao abrigo do disposto no artigo 70.º, n.º 1, alínea g), da Lei n.º 28/82, de 15 de novembro (Lei da Organização, Funcionamento e Processo do Tribunal Constitucional, doravante LTC), do despacho daquele Tribunal, proferido em 12 de abril de 2024, que «(…) por imposição legal, decidiu determinar o cumprimento integral da referida pena residual [prisão residual resultante da revogação de liberdade condicional de que A. beneficiou quando cumpria as penas aplicadas nos processos 781/13.1PCCBR, 80/11.3PECBR e 517/09.1TACBR], em obediência à jurisprudência uniformizada pelo Supremo Tribunal de Justiça no seu acórdão nº 7/2019 de 29/11».

2. O Ministério Público interpôs recurso de fiscalização da constitucionalidade, nos termos do artigo 70.º, n.º 1, alínea g), da LTC, da norma do n.º 4 do artigo 63.º do Código Penal, segundo a qual «havendo lugar à execução sucessiva de várias penas pelo mesmo condenado, caso seja revogada a liberdade condicional de uma pena com fundamento na prática de um crime pelo qual o arguido foi condenado em pena de prisão, o arguido terá de cumprir o remanescente dessa pena por inteiro, não podendo quanto a ela beneficiar de liberdade condicional».

3. Pelo Acórdão n.º 71/2025, decidiu-se não julgar inconstitucional a norma que constitui o objeto do recurso, remetendo-se para a fundamentação do Acórdão n.º 798/2024.

4. O Ministério Público interpôs recurso obrigatório para o plenário, ao abrigo do n.º 1 do artigo 79.º-D, em razão da oposição entre o Acórdão n.º 71/2025 – a decisão ora recorrida − e o Acórdão n.º 909/2023, da 3.ª Secção.

5. O recorrente reiterou as alegações anteriormente produzidas nos autos.

6. O recorrido não contra-alegou.

Cumpre apreciar e decidir.

II. Fundamentação

7. A questão de constitucionalidade que se coloca no presente recurso foi apreciada pelo Plenário, entre outros, no recente Acórdão n.º 433/2025, proferido no âmbito do processo regulado no artigo 82.º da LTC, tendo-se então decidido «não declarar inconstitucional, com força obrigatória geral, a norma contida no n.º 4 do artigo 63.º do CP – segundo a qual, havendo lugar à execução sucessiva de várias penas pelo mesmo condenado, caso seja revogada a liberdade condicional de uma pena com fundamento na prática de um crime pelo qual o arguido foi condenado em pena de prisão, o arguido terá de cumprir o remanescente dessa pena por inteiro, não podendo quanto a ela beneficiar de liberdade condicional».

Nesta conformidade, impõe-se reiterar esta decisão, remetendo-se para a respetiva fundamentação.

III. Decisão

Em face do exposto, decide-se:

a) Não julgar inconstitucional a norma do n.º 4 do artigo 63.º do Código Penal, segundo a qual «havendo lugar à execução sucessiva de várias penas pelo mesmo condenado, caso seja revogada a liberdade condicional de uma pena com fundamento na prática de um crime pelo qual o arguido foi condenado em pena de prisão, o arguido terá de cumprir o remanescente dessa pena por inteiro, não podendo quanto a ela beneficiar de liberdade condicional»; e,

b) Em consequência, negar provimento ao recurso.

Sem custas.

Lisboa, 8 de outubro de 2025 - José Eduardo Figueiredo Dias - Maria Benedita Urbano - Dora Lucas Neto - António José da Ascensão Ramos - Carlos Medeiros de Carvalho - Mariana Canotilho (vencida, nos termos da declaração de voto aposta ao Acórdão n.º 433/2025) - Rui Guerra da Fonseca (vencido, nos termos da declaração aposta ao Acórdão n.º 433/2025.) - Afonso Patrão (vencido nos termos da Declaração de voto que apus ao Acórdão n.º 433/2025) - Joana Fernandes Costa (vencida nos termos da declaração de voto junta ao Acórdão n.º 433/2025) - João Carlos Loureiro (Vencido, remetendo para a fundamentação do Acórdão n.º 909/2023) - José João Abrantes (Vencido, nos termos da declaração de voto junta ao Ac. n.º 433/2025)