Constitutional Court allows appeal against civil court's declaration of unconstitutionality of paternity action statute.
Legislator-Zusammenfassung
KI-generiertThe Constitutional Court granted the mandatory appeal against a civil court's declaration that a specific paternity statute was unconstitutional. The civil court had invalidated Article 1817 of the Civil Code based on violations of constitutional rights, while the Ministry of Public Prosecution argued for its unconstitutionality. The Court decided to uphold the statute by referencing its recent ruling that the ten-year limitation period for paternity actions does not violate constitutional provisions.
Legislator-Regeste
KI-generiertArt. 280.º n.º 3 CRP; Art. 72.º n.º 3 LTC: The Constitutional Court may grant a mandatory appeal against a judicial declaration of unconstitutionality if the matter has already been ruled upon by the Court in a previous decision.
Schlagwörter
KI-generiertZitierte Gesetzesbestimmungen
KI-generiertZitierte Rechtsprechung
KI-generiertVerwandte Entscheide
KI-generiertVolltext
ACÓRDÃO N
ACÓRDÃO N.º 476/2011
Processo n.º 630/10
3.ª Secção
Relatora: Conselheira Ana Maria Guerra Martins
Acordam na 3.ª Secção do Tribunal Constitucional:
I – Relatório
1. Nos presentes autos em que é recorrente o Ministério Público e recorrido A., foi interposto recurso, para si obrigatório, nos termos do n.º 3 do artigo 280º da Constituição da República (CRP) e do n.º 3 do artigo 72º da Lei do Tribunal Constitucional (LTC), de despacho saneador proferido pelo 1º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Viana do Castelo, em 02 de Dezembro de 2010 (fls. 116 a 122), que desaplicou a norma constante do n.º 1 do artigo 1817º do Código Civil (CC), ex vi artigo 1873º do mesmo diploma, “com fundamento na sua inconstitucionalidade, designadamente na violação do disposto nos artigos 26.º, n.º 1, 36.º, n.º 1, 18º, n.º 2, 16.º, n.º 2 e 13.º, n.º 1 da Constituição da República Portuguesa” (fls. 124).
2. Notificado para tal pela Relatora, o recorrente produziu alegações, através das quais pugnou pela inconstitucionalidade da norma em apreço.
3. Devidamente notificado para o efeito, o recorrido deixou esgotar o prazo sem que viesse aos autos oferecer quaisquer contra-alegações.
Assim sendo, cumpre apreciar e decidir.
II – Fundamentação
4. Sobre a questão normativa objecto dos presentes autos, proferiu, recentemente, o Tribunal Constitucional, em Plenário, o Acórdão n.º 401/2011, de 22 de Setembro de 2011, através do qual decidiu não julgar inconstitucional a norma extraída do n.º 1 do artigo 1817º do CC, segundo a redacção da Lei n.º 14/2009, de 01 de Abril (disponível in http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/acordaos/), “na parte em que, aplicando-se às acções de investigação de paternidade, por força do artigo 1873.º, do mesmo Código, prevê um prazo de dez anos para a propositura da acção, contado da maioridade ou emancipação do investigante.”
III – Decisão
Em conformidade, decide-se conceder provimento ao recurso, determinando-se a reforma da decisão recorrida, de acordo com o presente juízo sobre a questão de constitucionalidade.
Sem custas legais, por não serem legalmente devidas.
Lisboa, 12 de Outubro de 2011. – Ana Maria Guerra Martins – Vítor Gomes – Carlos Fernandes Cadilha – Maria Lúcia Amaral – Gil Galvão.